Esta noite tive a honra de ser convidado para a estreia do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, MOTELx 2007.
Foi apresentada uma curta metragem Portuguesa - Sangue Sobre Vermelho - bastante interessante que retrata uma cena de terror num Portugal rural que tem tanto de belo como de miséria.
Seguidamente houve um filme documentário - The American Nightmare - num contexto introdutório ao que é o Terror!
Bem conseguido sob a forma de relatos de realizadores intercalados com cenas de filmes marcantes da história do terror e suas relações com situações reais.
No meu entender o terror acaba por ser uma forma do ser humano enfrentar os seus próprios medos perante o mundo em que vive, funcionando como uma sátira à sociedade, criando sinopses que são o reflexo da sua imaginação inspirada nos acontecimentos e meio envolvente.
O terror cria no espectador o vibrar com as situações e envolve-o emocionalmente provocando reacções no comportamento e personalidade.
Para quem esperava ver um filme a sério de terror na estreia - não correspondeu. Mas no meu caso alargou os meus conhecimentos sobre o contexto do terror, gostei e vocês?
quinta-feira, setembro 06, 2007
MOTELx - The Host
O filme "The Host" obra prima do cinema sul koreano teve a sua estreia absoluta em Portugal na ante estreia do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, MOTELx 2007.
Link Imdb
Link Wikipedia
Trailer Youtube
O filme não é unânime nas críticas recolhidas de forma independente, mas devo confessar que gostei e voltaria a visualizar o filme com todo o gosto.
Obviamente que não o posso classificar como obra prima do terror pois tem muito de thriller e ficção - óptimos os efeitos especiais.
A realização mostra muitos detalhes interessantes para além dos efeitos e o argumento é bom, faltando-lhe alguma intensidade de terror para ser mais adequado à ante estreia de um festival deste tipo. Não deixando de ser interessante a oportunidade de ter um filme com cenas de qualidade que tem também algo haver com o ... terror?
Deixo à opinião dos vossos comentários.
Link Imdb
Link Wikipedia
Trailer Youtube
O filme não é unânime nas críticas recolhidas de forma independente, mas devo confessar que gostei e voltaria a visualizar o filme com todo o gosto.
Obviamente que não o posso classificar como obra prima do terror pois tem muito de thriller e ficção - óptimos os efeitos especiais.
A realização mostra muitos detalhes interessantes para além dos efeitos e o argumento é bom, faltando-lhe alguma intensidade de terror para ser mais adequado à ante estreia de um festival deste tipo. Não deixando de ser interessante a oportunidade de ter um filme com cenas de qualidade que tem também algo haver com o ... terror?
Deixo à opinião dos vossos comentários.
domingo, junho 17, 2007
sábado, junho 09, 2007
Gramática Portuguesa
Esta é uma Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.
"
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz
"
"
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz
"
terça-feira, maio 15, 2007
Liberte o Edgar que há em Si ;)
}:-) CONCURSO CONTOS DE TERROR CTLX (1ª Edição)
Até 31 de Maio de 2007, Edgar, um polícia reformado, está preso no Inferno das celas literárias do CTLX, onde passa o dia a cortar carne...
Saiba tudo sobre o Edgar e liberte-o para o seu BLOG. Apareça no CTLX.com.
Edgar O Polícia Reformado
Edgar na Prisão
Edgar O Homem do Talho
Edgar no Inferno
CTLX, O Culto continua...
---------------------------------------------------------
CTLX, Cineclube de Terror de Lisboa
LISBON HORROR FILM CLUB
www.ctlx.com
E-mail: ctlx@projectil.org
FAX: (+351) 21 317 45 05
TLM/MOBILE: (+351) 91 636 22 96
Sócio da Federação Nacional de Cine Clubes
(Portuguese Federation of Film Societies associate - www.fpcc.pt)
Até 31 de Maio de 2007, Edgar, um polícia reformado, está preso no Inferno das celas literárias do CTLX, onde passa o dia a cortar carne...
Saiba tudo sobre o Edgar e liberte-o para o seu BLOG. Apareça no CTLX.com.
Edgar O Polícia Reformado
Edgar na Prisão
Edgar O Homem do Talho
Edgar no Inferno
CTLX, O Culto continua...
---------------------------------------------------------
CTLX, Cineclube de Terror de Lisboa
LISBON HORROR FILM CLUB
www.ctlx.com
E-mail: ctlx@projectil.org
FAX: (+351) 21 317 45 05
TLM/MOBILE: (+351) 91 636 22 96
Sócio da Federação Nacional de Cine Clubes
(Portuguese Federation of Film Societies associate - www.fpcc.pt)
sábado, abril 14, 2007
Long Time No See :P
Oi malta!
Pois é, há algum tempo que não digo nada :) tenho estado demasiado ocupado a curtir a vida lol :D
Mas as novidades são boas, finalmente estive de férias e foi excelente, conheci o Porto - Serralves, os concertos no Passos Manuel, o Aviz, o Parque da Cidade, o HP Arrábida, Rosa Velha e também as zonas envoventes Gaia, Matosinhos e Leça - confesso que era capaz de ser feliz ali ;)
A ida ao Porto proporcionou também o reencontro com grandes amigos que é pena não estarem mais perto :P
Depois disso estive entretido a montar móveis do ikea e a recuperar o sono para retemperar forças para ir até ao Algarve descontrair com as crianças e os amigos, adorei estar em casa dos avós do Nuno no Sargaçal, Slide and Splash, Meia Praia, Amado... Grande Praia que já é a "Surf Meca" da zona mais radical do Algarve e que os espanhóis tanto gostam ;)
Para finalizar antes do regresso estava guardada uma ida ao Pizza Pazza - Pisas do Outro Mundo! E confesso que tenho que lá voltar em pleno verão para beber uma Erdinger a contemplar o pôr do sol sentado naquele sofá em pleno monte .... Simplesmente divinaL
Cheers !
Paulo
Pois é, há algum tempo que não digo nada :) tenho estado demasiado ocupado a curtir a vida lol :D
Mas as novidades são boas, finalmente estive de férias e foi excelente, conheci o Porto - Serralves, os concertos no Passos Manuel, o Aviz, o Parque da Cidade, o HP Arrábida, Rosa Velha e também as zonas envoventes Gaia, Matosinhos e Leça - confesso que era capaz de ser feliz ali ;)
A ida ao Porto proporcionou também o reencontro com grandes amigos que é pena não estarem mais perto :P
Depois disso estive entretido a montar móveis do ikea e a recuperar o sono para retemperar forças para ir até ao Algarve descontrair com as crianças e os amigos, adorei estar em casa dos avós do Nuno no Sargaçal, Slide and Splash, Meia Praia, Amado... Grande Praia que já é a "Surf Meca" da zona mais radical do Algarve e que os espanhóis tanto gostam ;)
Para finalizar antes do regresso estava guardada uma ida ao Pizza Pazza - Pisas do Outro Mundo! E confesso que tenho que lá voltar em pleno verão para beber uma Erdinger a contemplar o pôr do sol sentado naquele sofá em pleno monte .... Simplesmente divinaL
Cheers !
Paulo
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Viva 2007
Ora viva amigos :)
Quero aproveitar para vos desejar um grande ano de 2007, em que os vossos desejos se realizem pelo melhor ;)
Enjoy Life - "A Vida é Bela"
Abreijos
Quero aproveitar para vos desejar um grande ano de 2007, em que os vossos desejos se realizem pelo melhor ;)
Enjoy Life - "A Vida é Bela"
Abreijos
Subscrever:
Comentários (Atom)